Após quase 30 anos, corpos dos integrantes da banda ‘Mamonas Assassinas’ serão exumados

Após quase 30 anos, corpos dos integrantes da banda ‘Mamonas Assassinas’ serão exumados

As famílias entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam.

Naquele sábado, dia 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília num jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda.

Eram 23h15 quando a aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

Os Mamonas Assassinas estavam no auge. A irreverência de seu “rock cômico”, com letras e visual escrachados, conquistara o Brasil.

O primeiro e único disco, com o nome da banda, havia sido lançado em junho de 1995 e, nos oito meses seguintes, teve 1,8 milhão de cópias vendidas (no total até hoje, foram 3 milhões de cópias, o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos). O grupo vinha fazendo shows no Brasil todo e viajaria para se apresentar em Portugal ainda na primeira semana daquele mês.

O show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, seria o último da turnê no Brasil, antes de a banda se concentrar em seu segundo disco. Os Mamonas tocaram para um público de cerca de 4 mil pessoas, na maioria crianças e adolescentes.

Após quase 30 anos, corpos dos integrantes da banda ‘Mamonas Assassinas’ serão exumados

Mamonas Assassinas — Foto: Marco Antônio Teixeira

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